Como viajar para Europa – Parte 1

Um assunto que gera muita curiosidade são minhas viagens. O amor por viajar veio desde pequena. Explorar lugares sempre foi o ápice da minha felicidade.

Então, fui sempre incentivada pela minha família. Adorávamos encher o carro -um Escort- de tralhas e viajar para Guarapari/ES. Tudo isso com o dinheiro contato até para o picolé. É sério! Eu tinha direito a um picolé por dia.

Cresci assim! 

Apaixonada por sair de casa rumo ao desconhecido. Mesmo que seja para chupar apenas um picolé.

A paixão era tanta. O dinheiro era pouco. E eu nunca acreditei de fato que conseguiria conhecer todos os lugares que sonhava. Assim como não acredito até hoje, que alguém irá ler esses textos que escrevo. 

Eu então comecei a faculdade de Engenharia da qual minha mãe pagava com muito custo. 

E tentei levar uma vida na caixinha. Dentro dos padrões da classe média de Minas Gerais. 

Estudar por conta dos pais um tempo, formar, ganhar dinheiro, constituir família. Isso era tudo que se esperava de uma garota de vinte e poucos anos.

E eu só queria entender onde é que meu sonho se encaixava nisso. Uma Vez que, a faculdade de engenharia me fazia querer sumir da face da terra a cada aula assistida. Nunca fui tão infeliz em toda minha vida.

 

Por fim, tirava boas notas. Odiava o curso. O estágio era o inferno e cada dia eu estava mais perto da depressão e longe do meu sonho. Tomei a decisão mais odiada pela minha família.

Decidi largar a engenharia em um ponto bem avançado do curso. 

 

Me vi completamente perdida. 

 

Não sabia o que fazer, não tinha perspectivas. E meu sonho de ver o mundo de perto cada dia era mais remoto. Passei maus bocados. 

 

E compreendi que a única pessoa responsável pela merda que estava minha vida era eu.

 

E eu tinha que dá um jeito nisso.

Não sei te dizer como, mas fui tentar a vida no comércio (Isso é papo pra outro post) e foi aí que tive a chance pela primeira vez, de juntar uma grana e planejar uma viagem para a tão sonhada Europa.

 

Não contei a ninguém, até o momento que entrei no avião não acreditei que era real.

Foram três países. Os que eu mais queria e estavam dentro do orçamento. Claro!

 

Obviamente, hoje, escolheria totalmente diferente. Mas experiência é algo que se adquire vivendo.

Não é mesmo ?

 

E lá fui eu, realizar meu sonho com 20 anos de idade. Viajar para a Europa sem ser por intercâmbio.

Sem ajuda do governo ( Não tinha isso na época).

Sem ajuda dos meus pais.

Ah! E também não foi por pacote de viagem, eu planejei tudo sem ajuda. 

E não pense que nesta época era igual hoje ao qual você abre o Youtube e tem tudo. Não, no máximo uns blogs bem alternativos. E uns sites bem ruins. Acredite. Foi na raça, mesmo!

 

Madri, Paris e Roma. Foram 15 dias. Cinco dias em cada.

 

O sonho foi vivido como um filme. Cada frame foi gravado na minha cabeça. Cada imagem congelada no meu cérebro e tatuada na minha alma. Nunca me senti tão viva. Tão feliz.

Todas aquelas imagens do meu livro de história. Ali, na minha frente. Não tive outra reação senão chorar. Chorar pra cacete. 

 

E a partir de então eu só trabalho pra isso até hoje. O que me motiva a levantar todos os dias é a vontade de não pertencer. A vontade de ser livre. A curiosidade de conhecer.

 

E quando me perguntam quanto custou. Eu digo sem o menor problema. Dou todas as dicas, mas sinto que as pessoas não conseguem sentir a profundidade do que é fazer uma 

ESCOLHA. 

 

Uns querem juntar patrimônio. Ótimo! Outros querem investir em farra, boteco e bebida! uhul!

Muitos querem família e logo fazem filhos. E tá tudo bem.

Mas quando você poupa, se organiza e planeja para sair do país. 

NOOOSSA, que pessoa enjoada. 

Ninguém pergunta quanto você gasta em uma noite na melhor balada da cidade ou quanto de fralda um neném gasta até usar o penico. 

Mas todo mundo quer saber de onde saiu o maldito dinheiro para a madame postar fotozinha na internet da ZEUROPs.

 

Bom, eu não posso falar pelas outras pessoas. Mas o meu, amiga (o) foi da dedicação. E de uma coisa chamada prioridade. 

 

Quero muito compartilhar tudo que sei. Tudo que aprendi nessas várias vezes que fui. Não sei mais quantas vezes fui e também perdi as contas de quantos países já visitei. ( São outras perguntas que me fazem sempre, mas preciso realmente sentar e contar.) 

 

Mas queria muito, antes de dar todas as dicas, fazer essa pequena introdução.

E deixar claro, pra vocês que nasce primeiro um sonho. 

Do sonho a vontade de realizar. 

Desta vontade nasce a estratégia. 

Dentro da estratégia vem a conta simples. O que você quer abrir mão somado ao quanto de esforço você é capaz de fazer para conquistar seu sonho.

 

Tcharammm ….  Nasce a conquista realizada.

 

Então quando for questionar como o outro conseguiu você vai começar a compreender o porque você ainda não.

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